Tecladistas

DOMINIQUE PERRIER

Dominique Perrier, nascido em 1950, é músico, compositor e intérprete de música eletrônica. Companheiro de palco e estúdio de Jean Michel Jarre por vários anos, ele também aparece em projetos pessoais, nos grupos “Space Art” e “Stone Age”.

Perrier conheceu Jarre enquanto ele trabalhava com o cantor Christophe no álbum “Paradise Lost” em 1973. Os três têm em comum uma paixão pelo sintetizador holandês The Eminent. Descobrindo os sintetizadores cedo, ele se trancou no estúdio com seu amigo baterista Roger Rizzitelli e uma série de sintetizadores e órgãos elétricos, para produzir uma banda e um álbum de estreia autointitulado, Space Art, em 1977, que se torna um sucesso graças ao hit “Onyx”.

Seguiram-se mais dois álbuns do Space Art, “Trip to the Head Center” (1978), e “Play Back” (1980). Em 1981, Jean-Michel Jarre convidou Perrier para acompanhá-lo na sua histórica turnê pela China, e desde então, Perrier foi um dos principais membros da Le Tribe, participando de todos os concertos até o ano de 1997.

Perrier retornou em 2007, para a gravação do DVD “Live in your Living Room”, permanecendo nas turnês realizadas por Jarre na Europa até o início da “2010”, quando foi substituído pelo Jerome Gueguen

FRÉDÉRICK ROUSSEAU

Frédérick Rousseau, nascido em 9 de abril de 1958 em Paris, é um compositor francês. Ele faz parte da geração que viu o nascimento da música eletrônica e a explosão de aplicações tecnológicas no mundo do entretenimento. Sua pesquisa musical é baseada em instrumentos eletrônicos, músicos étnicos e orquestras clássicas.

Em 1981, depois de trabalhar no desenvolvimento do primeiro sequenciador polifônico MDB, criado por Eric Lamy e Denis Carnus, ele conheceu Jean-Michel Jarre, em busca de um músico-programador capaz de manusear esse instrumento em sua turnê pela China. Graças a essa nova tecnologia, Frédérick conseguiu reproduzir ao vivo todas as sequencias que levava vários meses para gravar, sem ter que usar fitas de backup. Essa experiência inesquecível, marca um momento decisivo em sua carreira. De volta à França, ele continuou essa aventura, participando da gravação do álbum “The Concerts in China”.

Em 1984, Jarre convidou Rousseau para co-produzir o álbum “Zoolook”, entre Croissy e Nova York. O perfeccionismo do compositor, exigiu um intenso ritmo de trabalho.

Sua última colaboração com Jarre foi em 1990, quando Frédérick foi convidado a recompor todas as introduções de músicas para o concerto no La Défense. O papel de Frédérick no palco foi sincronizar as sequências e reproduzir ao vivo os efeitos especiais específicos das músicas do Jean-Michel.

MICHEL GEISS

Michel Geiss é músico, engenheiro eletrônico e engenheiro de som. Foi, sem dúvidas, o colaborador mais significativo da carreira de Jean-Michel Jarre entre Oxygène (1976) e Hong Kong (1994).

Nos anos 70, trabalhou em uma grande empresa como designer em eletrônica quando descobriu algumas revistas americanas. Em uma delas, viu informações sobre os primeiros instrumentos ARP e ficou fascinado, solicitando um manual do ARP 2600 que traduziu à mão. Naquela época, Geiss era um membro da empresa americana “Audio Engineering Society” (AES). Quando considerou que conhecia bem o ARP 2600, foi convidado pela AES para apresentar o instrumento em uma de suas reuniões. Após a apresentação, alguém apareceu e disse: “Conheço um músico que tenho certeza que gostaria de conhecê-lo”. Poucos dias depois, o telefone de Geiss tocou: “Olá, meu nome é Jean Michel Jarre! Foi-me dito que você é um dos melhores especialistas em ARP 2600 na França. Gostaria de te conhecer”. Então Jarre o convidou para o apartamento dele em Paris e essa reunião, embora Jean-Michel ainda não fosse um músico famoso, foi decisiva e crucial nos próximos vinte anos da vida de Geiss.

Geiss foi o responsável pela mesa de som dos concertos na China em 1981 e na Europe in Concert em 1993. Esteve no palco entre os concertos de Houston e La Défense e participou também das apresentações de Jarre nos shows “Swatch the World” e “Legends of the Lost City”, ambos em 1992. Seu último trabalho com o Jarre, foi na mixagem do álbum Hong Kong em 1994.

FRANCIS RIMBERT

Francis Rimbert foi certamente o colaborador mais fiel do Jean-Michel Jarre, permanecendo com ele por quase 30 anos. Nasceu em 3 de outubro de 1952, em uma pequena vila na região de Paris. O gosto pela música começou aos quatro anos de idade, e os estudos de piano um ano depois. Foi pianista em um bar e conheceu Chris Annocque, guitarrista e cantor folk, com quem formou o grupo “Fanchris”. Eles conseguem comprar um gravador “Revox A77” e embarcam em pesquisas sonoras.

Certo dia, Rimbert descobre uma loja de música em Paris, a “Phonorgan”. Francis se torna um vendedor e demonstrador da marca “Korg”. Assim que a loja fecha, a dupla Fanchris fica no interior para estudar aquelas máquinas estranhas. Seu chefe logo percebe que Rimbert é um músico melhor do que um vendedor e se oferece para criar um álbum intitulado “Bionic Orchestra” com todos os sintetizadores da loja, chegando a realizar um concerto no Théâtre des Champs Elysées.

Ainda vendedor, Rimbert fez concertos em várias cidades da França. Ele logo conheceu celebridades como Jean-Jacques Goldmann, Christophe e um certo Michel Geiss com quem fez amizade. Geiss fala sobre ele para Jarre e ele o chama para o concerto na Place de la Concorde em 1979. Rimbert empresta o programa e os instrumentos da marca que ele representa.

A partir de 1986, Rimbert participa de todos os concertos de Jean-Michel Jarre (com exceção dos concertos de 1998) e permanece com Jarre até o mini-concerto privado de Sochi em dezembro de 2013.

SYLVAIN DURAND

Sylvain Durand foi um pianista clássico das aulas de dança da Ópera de Paris e tecladista e diretor musical de Jean-Michel Jarre entre 1986 e 1994.

O encontro com Jarre, foi realizado através de Michel Geiss, no momento em que o compositor francês procurava alguém para o arranjo dos refrões de “Second Rendez-Vous”.

Mas Durand não conhece muito sobre sintetizadores. Se Jarre o recrutou para acompanhá-lo no palco em Houston (1986), foi por sua habilidade em dedilhar como pianista, que lhe permitiu interpretar as sequências das peças tocadas. E isso aconteceu em todos os concertos até Hong Kong, em 1994.

Seu treinamento clássico também foi essencial para escrever os arranjos de coros e violinos. Em Lyon (1986), dirigiu várias seções de instrumentos acústicos, como metais e cordas e supervisionou as partituras do concerto de Docklands em 1988.

Finalmente, foi ele quem transcreveu a maioria das partituras simplificadas que constituem os Songbooks oficiais lançados pelo Jarre.

PASCAL LEBOURG

Pascal Lebourg é um músico cujo instrumento favorito é o acordeão. Depois de dar os primeiros passos no showbiz com Jean Guidoni, ele acompanhou a famosa orquestra de Paul Mauriat no Japão em 1984. Foi Michel Geiss, também um notório acordeonista, que o apresentou a Jean-Michel Jarre. Jarre o recrutou. para seu mega show em Houston em abril de 1986. Lebourg permaneceu na Le Tribe durante o concerto de Lyon, sua última colaboração com Jarre, em outubro do mesmo ano.

JOACHIM GARRAUD

Nascido em 1968, o jovem Garraud passou sete anos no conservatório aprendendo piano e percussão. Aos 21 anos, ele se tornou DJ, onde conheceu Laurent Garnier no clube “Le Boy”. Em 1991, tocou para 300.000 pessoas em Moscou.

Conheceu Jean-Michel em 1998, através do DJ Claude Monnet. Jarre recrutou sua produtora para a mixagem e masterização do álbum “Odyssey Through O₂”. Joachim não esconde sua admiração pelo músico francês. Em 1999, Jean Michel Jarre o convidou como co-produtor de seu álbum Métamorphoses. A partir daí, os dois trabalharam juntos em várias oportunidades. No palco do concerto no Egito, nas mixagens de “Sessions 2000” e “Geometry of Love”, ou no design de som dos álbuns “AERO” e “Téo & Téa”. Sua última colaboração com Jarre foi no projeto Electronica. Foi ele quem contactou os canadenses Marco Grenier e Stéphane Gervais para ajudá-lo em produção adicional.

JÉRÔME GUEGUEN

Depois de estudar piano clássico, o tecladista e acordeonista Jérôme Gueguen começou a se destacar no final dos anos 1980, quando participou de sessões de estúdio, principalmente para “Le Grand Bleu” de Eric Serra, lançado em 1988 e o álbum “Scène de Vie”, de Patricia Kaas, em 1990. Ao mesmo tempo, ele compôs algumas músicas, incluindo o sucesso “De Bretagne ou d’Ailleurs” de Philippe Lavil (1990), obviamente inspirado por suas origens.

Em 1992, Gueguen envia para seu amigo Dominique Perrier,
uma demo cantada em bretão. Perrier, que tinha acabado de montar seu estúdio, é conquistado pela ideia e passa a desenvolvê-la. Eles se cercam de Michel Valy (baixo) e Marc Hazon (bateria) para finalizar a música, e compor outras. E assim nasceu o “Stone Age”! O álbum “L’Enchanteur”, de 1994, foi um sucesso, principalmente nos Estados Unidos e no Japão, e o grupo foi nomeado para o prêmio “Victoires de la Musique” no ano seguinte.

Em maio de 2010, Gueguen foi chamado para substituir Dominique Perrier, na turnê “2010” de Jean-Michel Jarre, três semanas antes do show em Budapeste. Ele permaneceu na Le Tribe até o mini-concerto privado de Sochi, em dezembro de 2013. Em 2018, ele substituiu Stéphane Gervais no “The Green Concert” em Riade, na Arábia Saudita.

STÉPHANE GERVAIS

Stéphane Gervais é um produtor canadense de música eletrônica nascido em 22 de agosto de 1973. A partir dos anos 1980, ele se apaixonou pelo som de sintetizadores, independentemente do estilo musical.

Nos anos 2000, o sintetista conheceu o DJ Marco Grenier, com quem fez amizade e algumas composições. Um dos primeiros títulos desta colaboração foi “SandFrog 001” em 2003. “Faith” em 2008, teve algum sucesso com muitos DJs, incluindo Tiesto, Ferry Corsten e Armin Van Buuren. Em 2014, a dupla publicou o título “More Cowbell” e assinou o remix do título “Everybody” de Joachim Garraud. Sua colaboração com Jean-Michel Jarre começou quando ele fez parte da equipe de produção do álbum duplo “Electronica”. Em 2016, Jarre ofereceu a Gervais um lugar no palco, como parte da sua turnê mundial.

Em janeiro de 2019, Stéphane anunciou no Facebook, que estaria encerrando sua colaboração com Jarre, para se dedicar a seus projetos pessoais.

NARUMI HERISSON

Narumi Herisson (seu nome real é Narumi Omori) é uma tecladista e fotógrafa japonesa. Nascida em Tóquio, aprendeu piano clássico na infância, e na adolescência, fez parte de um grupo que tocava covers.

Apaixonada pela França, foi para Paris em 1994, e lá permanece residindo até hoje. Depois de estudar design de moda, tornou-se assistente do estilista Christophe Lemaire, trabalhou para revistas de moda japonesas, e abriu uma loja de roupas vintage. Ela também é apaixonada por música eletrônica e sintetizadores. No início dos anos 2000, tocou teclados no grupo francês Télépopmusik, onde conheceu o cantor britânico Michael Giffs, com quem compartilhou seu interesse musical. Em 2009, os dois amigos se uniram ao guitarrista sueco Leo Hellden, para formar o grupo Tristesse Contemporaine, que lançou três álbuns entre 2012 e 2017, e produziu alguns remixes. No final de 2014, foi tecladista da cantora francesa Jeanne Added, chegando a realizar um concerto com ela, em Tòquio, sua cidade natal, em dezembro de 2019.

Entrou na Le Tribe em 2020, substituindo Stéphane Gervais.