RÁPIDO & RASTEIRO – AGOSTO DE 2025

ENTREVISTA DE JEAN-MICHEL JARRE ANTES DO CONCERTO DE SEVILHA

O Wololo Sound nasceu em 2013 a partir da ambição e do desejo de dez jovens de diferentes regiões da Espanha apaixonados por música eletrônica. Em 2014, eles decidiram dar forma ao projeto com o lançamento do primeiro site, que atualmente reúne mais de 68 mil seguidores em diversas plataformas de mídia social. O objetivo do projeto é levar ao público da música eletrônica os melhores lançamentos de cada gênero, as notícias mais relevantes, as novidades mais recentes em tecnologia musical, informações sobre os principais festivais e entrevistas dinâmicas com diversos artistas da cena eletrônica.

Um dos destaques do verão espanhol foi, sem dúvida, o concerto de Jean-Michel Jarre no Icónica Santalucía Sevilla Fest. A lenda francesa retornou à capital andaluza mais de 30 anos após sua última apresentação e foi entrevistado pelo “Wololo Sound” poucas horas antes de subir ao palco:

Fonte: Wololo Sound

JARRE LAMENTA A MORTE DO DIRETOR DE TEATRO BOB WILSON

Robert M. Wilson, conhecido como Bob Wilson, faleceu aos 83 anos. Além de ser reconhecido por seu trabalho como diretor de teatro e ópera, o norte-americano também se destacou nas áreas de arquitetura, cenografia e design de iluminação, além de ser o fundador do “The Watermill Center” (centro que fomenta a pesquisa nas artes cênicas, proporcionando a artistas jovens e emergentes um ambiente único para a criação e a exploração do teatro e de todas as suas formas de arte relacionadas).

A morte foi confirmada no dia 31 de julho, por meio de suas redes sociais e site oficial, em conjunto com o seu estúdio: “Robert Wilson morreu pacificamente em Water Mill, Nova York, aos 83 anos, após uma breve, mas aguda doença”.

Jean-Michel Jarre prestou uma homenagem ao Bob em suas redes sociais:

“Caro Bob,
Obrigado por ser, ao longo de toda a minha vida, minha mais deslumbrante fonte de inspiração.
Desde Deafman Glance, que tive a sorte de descobrir — e que você nunca recriou —,
um afresco silencioso, de tirar o fôlego, na sua poesia surreal…
Ou Einstein on the Beach, a primeira ópera sem libreto, concebida a partir de desenhos e partituras visuais:
uma experiência física e mental indescritível.
Você nos mostrou o tempo em sua verdadeira velocidade — o ritmo de uma nuvem à deriva ou de um pôr do sol.
Apresentações sem narrativa, explorando o caos por meio de um mecanismo implacável,
uma sucessão de raptos sensoriais que nos deixavam hipnotizados por sombras, pela luz,
pelo espaço infinito do palco, pelo lento fluir do tempo e, então… por nossas emoções, como contrapontos silenciosos.”

“Bob Wilson, @bob___wilson
o gigante que podia apanhar as estrelas com uma só mão,
agora se juntou a elas.
Ele já é uma das mais brilhantes.
E olhe bem, lá no alto…
ele é o único que flutua em câmera lenta.”

R.I.P. Bob Wilson (04/10/1941 – 31/07/2025)

Fonte: agências internacionais e Jean-Michel Jarre

JARRE APROVEITA AS FÉRIAS AO LADO DE GONG LI EM SAINT-TROPEZ

Após realizar 12 concertos pela Europa com a sua Special Summer Live Tour, Jean-Michel Jarre está descansando em Saint-Tropez (cidade costeira na Riviera Francesa) com a sua esposa, a atriz Gong Li.

O casal foi flagrado pela agência de fotografia “Oko Na Świat” no Cheval Blanc St-Tropez, um hotel de luxo com praia privativa que oferece uma combinação de glamour da Riviera Francesa com a tranquilidade de um refúgio à beira-mar. Clique nas imagens para ampliar:

Fonte: ons.pl

OXYGENE NA LISTA DOS DISCOS QUE FORAM CRITICADOS E AGORA SÃO CONSIDERADOS CLÁSSICOS

O Collider é um dos maiores sites de cultura pop dos Estados Unidos na atualidade. Fundado em 2005 como um blog, foi posteriormente adquirido por um grande grupo de mídia e hoje se dedica a trazer notícias e análises sobre cinema, séries de TV e entretenimento em geral.

No início de agosto, o site publicou uma lista intitulada “10 álbuns que foram criticados e agora são considerados clássicos”. Segundo o Collider, isso é algo comum em qualquer forma de arte ou entretenimento: certas obras só recebem o devido reconhecimento anos após o seu lançamento.

O autor da matéria, Jeremy Urquhart, explica:

“Esses discos vão além de casos em que algo foi simplesmente ignorado no lançamento e depois redescoberto por uma nova geração. Muitos foram recebidos de forma desfavorável pela crítica na época, mas passaram a ser respeitados e elogiados com o tempo. Isso não significa que todos os críticos ou ouvintes os rejeitaram no início, mas, em geral, as primeiras avaliações foram menos favoráveis do que as posteriores. Às vezes, é como um bom vinho: você precisa deixá-lo respirar antes de apreciá-lo. O mesmo vale para certas músicas.”

Na lista, apresentada em ordem decrescente, Oxygene aparece em segundo lugar. Sobre o clássico álbum de Jean-Michel Jarre, Urquhart escreveu:

Um clássico que foi criticado na época do lançamento

Se você assistiu ao filme Gallipoli , sobre a Primeira Guerra Mundial , ou jogou Grand Theft Auto IV extensivamente, então já deve ter ouvido algumas das músicas de Oxygene. A segunda e a quarta faixas apareceram nessas obras, respectivamente, e apropriadamente, porque a música aqui é singularmente cinematográfica, hipnótica e atmosférica, quase como a trilha sonora do melhor filme de ficção científica que não existe.

E talvez isso seja apropriado, considerando que o pai de Jean-Michel Jarre foi o compositor Maurice Jarre , que fez algumas trilhas sonoras incríveis em sua época, incluindo Lawrence da Arábia. Oxygene, no entanto, é muito mais eletrônico e new age, e poderia muito bem ter soado um pouco estranho demais para alguns em 1976, antes que os sons eletrônicos dominassem a música pop (graças à new wave e ao synth-pop). Mas Oxygene soa incrível hoje, e os críticos parecem não ter entendido na época.

Confira abaixo os álbuns escolhidos:

10 – ‘Low’ (1977) – David Bowie
09 – ‘The Velvet Underground & Nico’ (1967) – The Velvet Underground and Nico
08 – ‘Berlin’ (1973) – Lou Reed
07 – ‘The Dreaming’ (1982) – Kate Bush
06 – ‘Led Zeppelin I’ (1969) – Led Zeppelin
05 – ‘On the Corner’ (1972) – Miles Davis
04 – ‘Odessey and Oracle’ (1968) – The Zombies
03 – ‘Ram’ (1971) – Paul e Linda McCartney
02 – ‘Oxygene’ (1976) – Jean-Michel Jarre
01 – ‘Pinkerton’ (1996) – Weezer

Fonte: Colider

BELÉM DO PARÁ RECEBERÁ A PRIMEIRA EXPOSIÇÃO “AMAZÔNIA” APÓS A MORTE DE SEBASTIÃO SALGADO

A cidade de Belém, capital do Pará, receberá a exposição Amazônia, do fotógrafo Sebastião Salgado, a partir de 8 de outubro deste ano. A mostra reunirá mais de 190 obras e marcará a inauguração do Museu das Amazônias. Será a primeira apresentação após o falecimento de Salgado no dia 23 de maio e a terceira passagem da mostra pelo Brasil — as duas anteriores ocorreram em 2022: em São Paulo, no SESC Pompeia, e no Rio de Janeiro, no Museu do Amanhá.

As imagens em preto e branco destacam rios voadores, chuvas torrenciais e a imensidão das copas das árvores. Os povos indígenas que habitam o bioma também ganham protagonismo. As fotografias são acompanhadas por sons criados por Jean-Michel Jarre, inspirados na própria floresta, projeções e relatos indígenas — um mergulho no coração da Amazônia.

“Ele conseguiu fazer com que o prestígio e a qualidade de seu trabalho viabilizassem fotografias com uma conotação política muito forte”, afirma Ricardo Piquet, diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento e Gestão, responsável pelo Museu do Amanhã e pelo Museu das Amazônias. “É uma política voltada ao meio ambiente, à defesa das comunidades indígenas e à preservação da natureza.”

Segundo Piquet, Salgado telefonou para pedir que o Museu das Amazônias recebesse a mostra: “Na minha cabeça, a exposição teria 300 m², porque o museu é relativamente pequeno em comparação ao Museu do Amanhã”. Salgado, no entanto, concebeu um projeto que iria ocupar 950 m². “E aí falei que não caberia, porque o museu iria ficar reduzido, mas aí ele me ligou”. O fotógrafo explicou que queria levar a maior exposição de sua carreira para o espaço, o que acabou convencendo o diretor.

“Pouco antes de morrer, ele me mandou uma mensagem dizendo que estaria presente na abertura do museu, em 8 de outubro. Fiquei muito chocado com a notícia de sua morte“, relembra Piquet, acrescentando que pretende homenageá-lo na inauguração. “Acredito que ele foi um cidadão pleno, que conseguiu, com sua arte, mudar a história de várias formas. Tenho certeza de que sua série sobre a Amazônia e seu ativismo político em prol das grandes causas deixaram uma contribuição imensa.”

Além de São Paulo e Rio, a exposição já passou por ParisRomaLondres, Manchester (Rápido & Rasteiro de abril de 2022), Avignon (Rápido & Rasteiro de julho de 2022), Califórnia, Zurique (Rápido & Rasteiro de junho de 2023), Milão (Rápido & Rasteiro de maio de 2023), Madrid, Trieste (Rápido & Rasteiro de fevereiro de 2024), Barcelona (Rápido & Rasteiro de novembro de 2024), Singapura (Rápido & Rasteiro de janeiro de 2025) e Cidade do México (Rápido & Rasteiro de fevereiro de 2025).  

Fonte: Folha de S.Paulo

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