Curador da Expo ‘Jarre 60 anos’ é destaque em jornal de Santos

Jornal da Orla, 21 de março de 2009, página 14
Jornal da Orla, 21 de março de 2009, página 14

O Jornal da Orla de Santos, publicou em 21/03 uma entrevista com o curador da exposição ‘Luzes e cores de um Maestro; 60 anos de Jean Michel Jarre’, Renato Mundt. A entrevista possui quase uma página e foi a segunda matéria impressa sobre a exposição em Santos, que no dia 26 deixou a Aliança Francesa de Santos.

Notas do entrevistado:

Em relação à entrevista específica, gostaria de mencionar que o significado de certas palavras esta disposto, na entrevista, de maneira equivocada. Em nenhum momento falei que determinada emissora de televisão lança um artista e requer exclusividade sobre o mesmo.
Outro equívoco que o entrevistador escreveu foi que determinado artista lançou discos porcarias, quando quis dizer que esses discos não são tão bons em relação a outros do mesmo artista.
Essas retificações são necessárias para que o leitor entenda melhor o meu ponto de vista, sem as distorções de interpretação, que minha opinião foi submetida em relação a um determinado tema.

Confira a integra do texto publicado no Jornal:

Olhos nos olhos com Renato Mundt

Desde criança, o publicitário RENATO MUNDT tem paixão por música instrumental. Aos nove anos, escutou pela primeira vez Jean Michel Jarre – músico instrumentista que aliava em seus shows sons, imagens e efeitos pirotécnicos. A admiração pelo artista deu-lhe inspiração para escrever o livro O Homem Que Faz a Luz Dançar. Hoje, com 33 anos, é curador da exposição itinerante Luzes e Cores de um Maestro: 60 Anos de Jean Michel Jarre, com painéis fotográficos do belga Jacques de Selliers, que passou por várias galerias de São Paulo, e pode ser visitada em Santos até dia 26, na Aliança Francesa. Desceu do Planalto Paulista, exclusivamente, para conceder esta entrevista.

Quem não conhece o artista, o que pode esperar do livro?
Pode esperar a mesma proposta da exposição, que é mobilizar o empresariado brasileiro a trazer o Jean Michel para o Brasil. O livro mostra os bastidores de quase todos os shows que fez pelo mundo todo. Eu digo que não é uma biografia, mas sim uma “concertografia”. Fã, ou não, de Jean Michel, terá uma leitura agradável.

E o trabalho de pesquisa para escrevê-lo?
Até 1997, havia pouca informação. Sem internet, como pesquisar? O ‘boom’ da internet possibilitou o comércio eletrônico e também as informações em todos os lugares. Em 1998 ingressei no mestrado, para fazer uma dissertação sobre a criatividade nos concertos do Jean Michel e esse trabalho deu origem ao livro, que teve de ser transformado de uma linguagem acadêmica para a que o público gosta de ler.

Como surgiu a ideia da exposição?
Ao acaso. Andando no Metrô de São Paulo, vi um espaço para exposições gratuitas. Quando fiz o livro, tive contato com o fotógrafo belga Jacques de Selliers, que me cedeu a curadoria de algumas fotos que utilizei no livro. Após, sugeri a ele fazer a exposição, com todas as garantias de que as fotos seriam usadas, única e exclusivamente, para a exposição. Hoje temos amizade e confiança recíprocas. É como se eu fosse representante dele no Brasil.

Procede que ele é o “Roberto Carlos” da música, na França?
Seria o equivalente, porque lá ele vendeu 80 milhões de discos. Aqui, acho que o Roberto Carlos vendeu 60 milhões. Comparativamente falando, sim. É um músico muito respeitado e representa bem a França aonde ele vai.

Quando ele se tornou conhecido no Brasil?
Quando a Globo comprou e transmitiu os direitos de um concerto que ele fez em Houston, em 1986. Ele virou um fenômeno. Vendeu 200 mil cópias do disco Rendez-Vous, mesmo sem nunca ter se apresentado no Brasil. A Globo e a extinta Rede Manchete mostraram especiais, e a TV Bandeirantes exibiu entrevistas. Ele teve seu auge nos anos 80.

Você acha que ele foi esquecido?
A mídia brasileira o deixou de lado. É um erro, por exemplo, a Rede Globo lançar um artista e querer exclusividade. Depois, chutar e impedir que os outros o reaproveitem.

Seja sincero: você gosta de tudo o que ele fez?
Não, aí é que está. Sou bem seletivo nisso, tem coisas que ele chutou o balde, literalmente! Fez porcarias para atender as gravadoras ou a quem quer que fosse. O último trabalho que está nas lojas, eu não considero legal.

Como a luz complementa o trabalho Jean Michel?
Ele faz a luz dançar. A luz vai seguindo os tons da música. Ele é o precursor do Winamp (programa de computador que reproduz som e imagens, com gráficos que seguem a batida da música), um visionário que aliou música e tecnologia futurista. O que ele fez há 30 anos, hoje é referência.

O Jornal da Orla tem tiragem de 60 mil exemplares. Circula todo final de semana a vários pontos nas cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande, Cubatão, Guarujá e na Riviera de São Lourenço, em Bertioga.

Para conferir a entrevista no Blog de Clara Monforte clique aqui.

A exposição ‘Jarre 60 anos’ voltará a ser exibida a partir de 01/04/09 na Saraiva Mega Store do MorumbiShopping em São Paulo e dia 21/04/09 haverá um lançamento especial para comemorar o início do Ano da França no Brasil.

Marcos Paulo

Fã Clube criado em 1997 nos primórdios da internet no Brasil. Buscamos sempre a realização de ao menos uma apresentação do Maestro Jean Michel Jarre em nosso país.

2 comentários em “Curador da Expo ‘Jarre 60 anos’ é destaque em jornal de Santos

  • 28 de março de 2009 em 23:21
    Permalink

    Sobre as notas do entrevistado…

    “Em nenhum momento falei que determinada emissora de televisão lança um artista e requer exclusividade sobre o mesmo.”
    Que pena que não disse, porque é verdade. Quando não requer exclusividade e abandona o coitado, joga num horário tipo duas da manhã, ou seja, altas horas.

    “Outro equívoco que o entrevistador escreveu foi que determinado artista lançou discos porcarias, quando quis dizer que esses discos não são tão bons em relação a outros do mesmo artista.”
    Significa que Téo & Téa é bom, comparado com os discos de outros artistas?

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