FELIZ ANIVERSÁRIO, CHARLOTTE !!!

Ela foi vista recentemente no último filme de Jim Jarmusch, Pai, Mãe, Irmã, Irmão. Apesar da passagem do tempo, seu magnetismo e aquela aura de elegância autêntica permaneceram inalterados. Charlotte Rampling continua sendo a personificação do fascínio, algo que poucas conseguiram preservar ao longo de uma carreira marcada por papéis icônicos, introspectivos e, por vezes, controversos. Atriz britânica nascida em 1946, atravessou décadas do cinema, trabalhando com os diretores mais renomados e conferindo a cada papel um toque mágico — aquele que não se compraz com excessos, mas que transparece silencioso e fatal em cada movimento, em cada palavra não dita, em cada emoção contida naquele olhar claro e penetrante, onde o inacessível se torna expressão natural do eu e o mistério, a chave de uma vida vivida intensamente e com discrição.

Nós a lembramos nas fotografias de Helmut Newton, que soube capturar sua essência altiva e proibida; na obra-prima Os Deuses Malditos, de Luchino Visconti; e no papel que a consagrou como símbolo dos sonhos mais ousados, o de Lucia em O Porteiro da Noite, de Liliana Cavani. Seu balé em topless, vestida como homem e usando o chapéu de oficial da Schutzstaffel, entrou para a história do cinema, consagrando-a como um símbolo sexual de autor. Anticonformista também na vida privada. Nos anos 1970 causou alvoroço a notícia de uma suposta convivência a três com o primeiro marido, Bryan Southcombe, e o modelo Randall Lawrence. Paris é sua casa desde 1978, encontrando na beleza melancólica e decadente da capital francesa o contraponto perfeito para sua personalidade. Ainda hoje, Charlotte esbanja charme nos tapetes vermelhos quando, em ternos Saint Laurent — maison da qual é musa —, exibe as marcas do tempo que não conseguiram abalar uma beleza cada vez mais consciente e, por isso, preciosa. Não precisa de joias, maquiagem ou artifícios: Rampling é arrebatadora em sua proverbial timidez e impacta a cada interpretação ou aparição, ontem como hoje, celebrando seus 80 anos.

O tempo passa, mas o charme de Charlotte permanece.

Fonte: whoopsee

Casal lendário: Charlotte Rampling e Jean-Michel Jarre: do amor à amizade

No dia 5 de fevereiro, Charlotte Rampling comemora 80 anos. Ela compartilhou a vida com Jean-Michel Jarre durante muitos anos e, quinze anos após a separação, a história dos dois continua fascinando. Relembre a relação do casal.

Charlotte Rampling nasceu em Sturmer, na Inglaterra. Aos oito anos, mudou-se para a França, e foi morar em Fontainebleau (localizada a cerca de 60 km a sudeste de Paris, famosa pelo seu imponente Castelo de Fontainebleau e pela sua vasta floresta). Estudou na Académie pour jeunes filles Jeanne d’Arc, em Versalhes, onde aprendeu francês. A partir dos anos 1960, a atriz acumulou papéis em filmes de sucesso como Os Deuses Malditos (1969) e O Porteiro da Noite (1974).

UM AMOR À PRIMEIRA VISTA EM SAINT-TROPEZ

Quando Charlotte conheceu Jean-Michel Jarre durante um jantar em Saint-Tropez, em 1975, foi amor à primeira vista. No entanto, a história parecia impossível. Na época, a atriz, já famosa, estava casada havia três anos com Bryan Southcombe, ator e publicitário. Juntos, o casal tinha um filho pequeno, Barnaby. Por sua vez, o músico estava casado desde janeiro com Flore Guillard, assessora de imprensa, com quem tinha uma filha, Emilie.

Apesar dos respectivos casamentos, Charlotte Rampling e Jean-Michel Jarre se encantaram um pelo outro. “Fomos atraídos instantaneamente. Havia uma certa cumplicidade entre nós, e ela cresceu nos dias seguintes”, contou o compositor ao jornal “TheIndependent”, em 1993. Na mesma entrevista, a atriz explicou: “Eu estava em um casamento que não ia muito bem. Jean-Michel também. E logo naquele fim de semana percebemos que algo muito forte tinha acontecido entre nós” [leia mais no Rápido & Rasteiro de abril de 2025].

Depois de se separarem de seus parceiros, os dois passaram a morar juntos. Conseguiram a guarda dos filhos e os criaram em Paris. “Tornei-me o pai de Barnaby e Charlotte tornou-se a mãe de Emilie”, contou o intérprete de Rendez-Vous IV à revista Gala, em 2019. Em 1977, Charlotte Rampling deu à luz um menino chamado David. Artistas como os pais, os três filhos seguiram caminhos criativos: Barnaby tornou-se cineasta, Emilie trabalha como designer gráfica e David se realiza como mágico.

UM DUO UNIDO APESAR DO DIVÓRCIO

Em 1996, após mais de vinte anos de união, o casal se separou e depois se divorciou, em 2003. Apesar do rompimento, os dois artistas permaneceram próximos, como explicou Jean-Michel Jarre à revista Paris Match, em 2021: “Charlotte continua sendo o eixo da minha existência, a mãe dos meus filhos e minha melhor amiga”.

Emilie Jarre também permaneceu muito próxima da madrasta, com quem cresceu. “Quando eu era criança, passei por momentos muito difíceis, mas ela me ajudou muito”, contou à revista Gala, em 2019. E acrescentou: “Charlotte ainda hoje é minha melhor amiga”.

Fonte: Elle

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