JARRE ENCERRA A SUMMER TOUR NA PRIMEIRA EDIÇÃO DO FESTIVAL JAZZOPEN EM MODENA

© Elisa Magnoni

A Piazza Roma encontrou o futuro através da “Opera Totale” de Jean-Michel Jarre, que levou sua visão artística ao Jazz Open Modena. O artista de Lyon, aos 77 anos, encerrou no dia 18 de julho, a primeira edição do festival com uma apresentação hipnótica.

O “Jazz Open Modena” nasceu como um desdobramento do histórico festival de Stuttgart — classificado entre os três principais festivais europeus dedicados ao jazz e à música contemporânea. Ele chegou à Itália — especificamente a Modena — pela primeira vez sob a direção artística de Jurgen Schlensog. O palco principal foi montado na Piazza Roma; concertos gratuitos no “Open Stage” ocorreram no Giardino Ducale Estense; e o charmoso Baluardo sediou uma série de shows intimistas e refinados. O Museu Enzo Ferrari, em Modena, atuou como patrocinador premium.

Escuridão repentina, seguida por uma explosão de som, cores e imagens. Jean-Michel Jarre não decepcionou desde o início do concerto, transformando a austera Piazza Roma em uma discoteca ao ar livre por uma hora e meia. Plenamente consciente de sua natureza visionária, Jean-Michel realizou um gesto tão simples que pareceu revolucionário: os painéis de LED laterais — que emolduravam o palco verticalmente — exibiam as palavras de Jarre em italiano, permitindo que todos se tornassem participantes ativos e conscientes da jornada sonora.

O concerto só poderia começar com “Countdown” e “The Opening”. Em seguida, veio uma seleção de faixas que incluiu “Sex in the Machine”, “Oxymore”, “Oxygene 2”, “Zero Gravity”, “Brutalism”, “Industrial Revolution 2”, “Epica” e “Stardust”, antes de encerrar com “Magnetic Fields 2” e “Rendez-Vous 4”.

Jean-Michel Jarre conta histórias e cita figuras como Italo Calvino, Federico Fellini, Adriano Celentano, Pininfarina e Måneskin. Ele descreve sua apresentação como uma “Ópera Total” e presta homenagem a Luigi Russolo, criador da “Arte dos Ruídos” há mais de um século. Sua mensagem é, à sua maneira, tranquilizadora: “A tecnologia é poética e orgânica”, diz ele, “e não devemos temê-la. Claro, tudo depende de como a utilizamos; para nós, artistas, ela é importante porque expande a imaginação. Robôs não choram — pelo menos não ainda — e não tenho problema algum em admitir que parte deste concerto foi criada com o uso de Inteligência Artificial”.

Para quem não sabe, sua obra-prima é o álbum Oxygene, de 1976 — gravado em um estúdio caseiro improvisado —, que vendeu mais de 18 milhões de cópias. Sua saída do palco é um tanto abrupta: um aceno rápido, e a praça retorna ao brilho de sua iluminação cotidiana.

Setlist:

Countdown
The Opening
Magnetic Fields 1
Sex in the Machine
Oxymore
Oxygene 2
Arpegiator
Equinoxe 7
The Architect
Zoolookologie
Zero Gravity (Above & Beyond Remix)
Industrial Revolution 2
Herbalizer
Oxygene 19
Exit
Equinoxe 4
Brutalism
Oxygene 4 (Astral Projection Remix)
Epica
Stardust

ENCORE:
Magnetic Fields 2
Rendez-Vous 4

GALERIA DE FOTOS (clique nas imagens para ampliar)

Após o concerto, Jean-Michel Jarre e os organizadores do festival fizeram publicações nas redes sociais:

“Jean-Michel Jarre incendeia Modena!”

“Jean-Michel Jarre encerra o Jazz Open Modena com uma apresentação arrepiante!”

“As últimas notas do Jazz Open 2026 foram tocadas por @jeanmicheljarre 💜

No dia seguinte, Jarre publicou um trecho de “Magnetic Fields 1” e escreveu:

“Incrível Modena !! Viva Italia!!”

MAGNETIC FIELDS 1:

OXYGENE 2:

HERBALIZER:

EQUINOXE 4:

MAGNETIC FIELDS 2:

REPORTAGENS DA TV ITALIANA:

Este foi o último concerto da Summer Tour 2026. O próximo evento agendado, será um concerto especial intitulado Oxygene & Beyond – A Sonic Journey celebrating 30 years of ADE, marcado para o dia 21 de outubro. Será um espetáculo imersivo exclusivo, que celebrará tanto os 30 anos do “Amsteram Dance Event” quanto o 50º aniversário do álbum Oxygene.

Hora de voltar pra casa. © Branko Bednar

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