Amigos e amigas, colegas, irmãos de todas as partes do Brasil e parceiros do mundo inteiro. Nossa história completa agora 20 anos. Desde 1997, o fã-clube Jarrefan-Brazil vem através de seus fãs, buscando juntar e organizar cada vez mais pessoas interessadas em conhecer e promover a carreira e obra do músico francês Jean Michel Jarre. Em todos estes anos, promovemos atividades, encontros, convenções, viagens e até nossa homenagem pessoal ao próprio artista, um evento histórico para todos os fãs.

O fã clube tem 20 anos de história, mas nossos sonhos são mais antigos do que isso, sem contar nas tentativas de outros grupos pioneiros anteriores ao nosso. Vamos contar então nossa história, que começa muitos anos antes da nossa fundação…

Nova logo 2017

O início da Jarremania

Quando os primeiros discos do artista começaram a chegar no nosso país pela antiga Polygram do Brasil (braço da major internacional Polydor), algumas pessoas começaram a gostar daquele novo e estranho tipo de som, sem vocais, totalmente sintetizados, que começava a aportar nas rádios do mundo inteiro. Jean Michel Jarre, junto com Tangerine Dreams, Vangelis ou Kraftwerk, fizeram parte da primeira geração de músicos eletrônicos, que abriram o caminho para que a música eletrônica saísse dos laboratórios e estúdios, para se tornar popular junto ao grande público. Aqui no Brasil, como em muitas partes do mundo, as músicas de Jarre passaram a ser usadas em temas de programas, aberturas de especiais de TV, fundos musicais de propagandas nas rádios, televisão e na mídia em geral. A divulgação em cima do artista, foi engatinhando a passos lentos no país, até meados dos anos 80, quando a faixa “Souvenir of China” foi usada na trilha sonora da novela das 18 horas da Rede Globo, “Transas & Caretas” (1984), dois anos após ter sido lançada no álbum “The Concerts in China”. Por volta de 1986, a Polygram resolveu investir pesado no artista, que tinha acabado de fazer um mega concerto na cidade de Houston (Texas) e logo em seguida lançou o álbum “Rendez-Vous”. Este álbum foi um marco no país. Foi o primeiro a ser lançado em CD por aqui e a ter grande divulgação na mídia. O single “Fourth Rendez-Vous” estourou a ponto de seu clip ter sido lançado oficialmente no país no programa “Fantástico” da Rede Globo. No fim do ano, a mesma emissora, depois de uma disputa com a Rede Manchete, exibiu o concerto de Houston em sua programação de final de ano. Com destaque na emissora de TV mais famosa do país, o álbum “Rendez-Vous” estourou, chegando a ganhar Disco de Platina. Seus álbuns seguintes, também tiveram uma boa divulgação de marketing e venderam bastante. As emissoras Globo e Manchete passaram a exibir seus concertos e videoclipes.

A todo momento no final dos anos 80 e início dos anos 90, surgiam indícios na imprensa nacional que Jarre iria fazer um mega concerto no país. O próprio artista, além de seus shows sendo exibidos em vários canais de TV do país, foi entrevistado nos programas “Conexão Internacional” (Rede Manchete) do Roberto D’Ávila em 1988 e “Sucesso” (TV Bandeirantes) com o atual prefeito de S.Paulo, João Dória. Seja na TV, nas rádios, nas revistas ou nos jornais, Jarre teve bastante destaque na mídia nacional no período de 1986 à 1991. Em 1993, o artista abandonou a Polydor Internacional, e seus álbuns foram recolhidos e destruídos pela empresa (depois vendida para o grupo Universal Music) fechando em seguida o escritório no país. Assim, Jean Michel Jarre acabou perdendo destaque e total representação no Brasil.

Surge o primeiro fã clube nacional: “Jean Michel Jarre Fan Club Brazil”

A grande maioria dos fãs brasileiros de Jarre, começou a se interessar pelo artista, no período de maior divulgação no final dos anos 80 e muitos estranharam o músico ter saído da mídia brasileira, apesar dele ainda fazer shows e lançar algum projeto esporádico durante os anos 90. Isoladamente, alguns fãs tentaram montar um ou outro fã clube, mas sem um destaque grande. Devemos lembrar destes pioneiros que existiram antes da fundação do Jarrefan-Brazil.

Foi o caso dos fãs Eduardo da Silva Soares e Michelangelo Romano, que se conheceram em dezembro de 1988, e passaram a trocar materiais e pensar na ideia de montar um fã clube, onde ambos se alternariam na presidência. Sua fundação exata se deu em 07 de julho de 1989, com a exibição do extinto programa “Aujourd’hui en France” (Hoje na França), da TV GAZETA (canal 11-SP), após a apresentadora Daniela Lavieri ler uma carta de Eduardo em que mencionava sobre o fã clube e autorizava a divulgação do endereço residencial com sede em São Bernardo do Campo. Assim surgia o “Jean Michel Jarre Fan Club Brazil”. Eles tentaram recrutar fãs através de cartas enviadas a revistas como a “SomTrês” e “Bizz”. Em uma atitude até então ousada, enviaram um cartão postal de felicitações aos 40 anos do artista naquele mesmo ano…e não é que o Jarre respondeu os dois, enviado fotos autografadas!!!

Segundo Eduardo da Silva Soares a ideia de enviar uma carta ao programa da Gazeta veio depois que uma moradora de Santos, havia escrito para aquele programa, perguntando sobre algum fã clube do JMJ. “Eu ouvi aquilo e decidi também escrever para o programa da Gazeta, já que eu e o Michelangelo estávamos decididos a fundar o primeiro fã clube brasileiro do Jarre.”

Eduardo ainda diz: “Nosso fã-clube do Jarre não chegou a prosperar em termos de fãs e de materiais, pois, tanto eu quanto o Michelangelo não tínhamos tempo para uma melhor dedicação ao mesmo, tal como deveria ser. Chegamos a ter  uma carteirinha. Não chegamos a publicar fanzine, mas havia esta intenção; e nem chegamos a contar com o apoio de alguma gravadora ou outra empresa ou pessoas.”

Michelangelo Romano completa: “Sim…é verdade…..tentamos divulgar……..O Eduardo fez as carteirinhas…fomos numa rádio de São Paulo… e fomos entrevistados. Éramos muito novos na época…, mas o Eduardo da Silva Soares, caprichou na entrevista.”

Eduardo conta sobre o programa: “Exato! Foi na Rádio Brasil 2000 FM que ficava no Sumaré e tocava principalmente rock. Naquele ano de 1989, eles abriram um programa de música francesa moderna e era apresentado pelo adido cultural do consulado francês, Marc Seguin. A entrevista foi realizada em outubro de 1989.”

” Não tivemos muitos fãs. A coisa não passou mesmo daquele início entre 1989/1990, pois eu entrei na universidade e meu tempo livre foi ficando cada vez mais escasso.”

E assim o primeiro fã clube brasileiro do Jarre ficou apenas na lembrança…

Carteirinha do primeiro fã clube brasileiro

A lista de cartas dos anos 90.

Em meados dos anos 90, Armando Heilmann de Itaiópolis, planalto norte de Santa Catarina, era fã de Jarre desde 1986, quando Houston foi exibido na Rede Globo (como boa parte da maioria dos fãs). Heilmann tinha um irmão mais velho, que por coincidência ou não, possuía a fita K7 do Rendez-Vous (que Armando acabou pegando emprestado e nunca mais devolveu e que hoje é uma relíquia cheia de esparadrapos), e também quis montar um grupo de fãs.

A partir dali, ele conseguiu pouco tempo depois, juntar mais 4 amigos do colégio, para tocar e praticar a música de Jean Michel Jarre por volta dos anos 90. Em 1995, pediu a um irmão de uma tia que morava e trabalhava na França, para trazer pra ele o último K7 de Jean Michel Jarre lançado naquele país (nesta época, os discos do artista pararam de ser produzidos no Brasil). Ele queria algo exclusivo e recente. Alguns meses depois, ele veio para o Brasil, visitar a tia e na bagagem trouxe o K7 do álbum “Hong Kong” cujo encarte no K7 havia o endereço da Dreyfus Music. Segundo as palavras do próprio Armando: “–Eu escrevi para a gravadora, bolei uma carta em inglês na mão, naquela época não havia tradutor de texto no Google..nem Google……e enviei….uns 3 ou 4 meses depois recebi uma carta, com uma propaganda de produtos do Jarre…e uma Conductor of the Masses (fanzine oficial de Jarre).”

Depois, Armando descobriu por acaso o programa na TV Cultura, “France Express” : “Como eu queria saber tudo do Jarre, achei que aquele meio seria a oportunidade de ver algum clipe ou algo assim. Então escrevi para o programa e solicitei que minha carta fosse lida e que fosse exibido um programa especial sobre o Jarre, por ele ser francês. Eu gravei o programa na época, minha carta foi lida no ar, um clipe foi exibido, e dali pra frente… é história… Mas tem um segredo ai: eu usei de um artifício de vendedor na época, para que minha carta fosse lida no ar: na verdade éramos uns 5 ou 6 amigos, do colégio, que praticávamos as música do Jarre, e não 22 pessoas como eu havia relatado na carta. Eu ampliei o número pra causar impacto e deu certo!”

Pessoas de várias partes do Brasil assistiram o programa, e para a surpresa de Armando Heilmann, passaram a se corresponder com ele. Este grupo de fãs, não tinha um nome específico, segundo Armando. “ A gente trocava correspondências e até enviávamos, uns aos outros, fitas K7, e fitas de vídeo com os shows do Jarre, isso por volta de 1995.” Segundo ele, infelizmente, os seus amigos do colégio se separaram,  muitos foram estudar em outras cidades e foram servir ao exército, e isto interrompeu a prática de tocar as músicas do Jarre. Em 1998, o próprio Armando saiu de Itaiópolis e se mudou para Curitiba, no Paraná, onde está casado e mora com a família. Sem os amigos iniciais que se reuniam nos finais de semana para tocar Jarre, Armando então passou a trocar correspondências com os novos amigos que conseguiu, após sua carta ser lida no “France Express”. Pessoas como o catarinense Marcos Ferasso, considerado hoje um dos maiores fãs do mundo de outro artista contemporâneo de Jarre, Vangelis, e também o mineiro Leonardo Prata Jammal, de Uberaba.

Mesmo ainda no tempo dos amigos de Itaiópolis, os fãs não tinham um nome para o fã clube. Eles eram apenas “os fãs de Jean Michel Jarre” e este grupo não teve ligação com o grupo “Jean Michel Jarre Fã Clube do Brasil”.

Outro pioneiro foi Leonardo Prata Jammal de Uberaba que participou deste grupo de cartas nos anos 90. O depoimento dele está registrado na nossa sessão “Crônicas”, no texto: “Minha busca por outros Jarrefans brasileiros”. Vale muito uma lida.

E no Planalto Central …outros casos e a primeira banda cover

Também tivemos casos de fãs isolados, que não chegaram a formar fã-clubes, mas que podemos dizer, teve um pioneirismo com relação ao artista no Brasil. Casos que vieram de Brasília. Lá, o fã Cristiano Verano, resolveu fazer algo também ousado. Quando tinha por volta dos 13 ou 14 anos, ele resolveu fazer interurbanos para os escritórios da Polygram do Brasil, no Rio de Janeiro, a partir de 1988/1991. Ele se dizia presidente do fã-clube no Brasil (na verdade, era apenas ele), dizendo que o trabalho do fã-clube estava começando e precisava da ajuda deles, pois a dificuldade em conseguir materiais sobre Jarre era grande. Havia uma secretária chamada Débora, que sempre atendia ele para falar de novidades e mandar materiais como releases. Um destes materiais foi um VHS do concerto “Destination Docklands” que a Polygram prometia lançar no país (o que acabou não acontecendo). Esse VHS era uma fita promo editada pela BBC.  Outra fita VHS foi um documentário raro intitulado “From Oxygene to Calypso” e a entrevista oficial do Jarre para a imprensa, para promover o concerto de La Defense. A Polygram também mandou pra ele um release do lançamento do álbum “Images – The Best of Jean Michel Jarre” em 1991. Cristiano também colecionava recortes de jornais e revistas.

Cristiano Verano finalmente teve seu sonho realizado, em 14 de Julho de 1998, quando foi assistir ao concerto “Nuit Electronique” em frente à Torre Eiffel. Viu Jean Michel Jarre de perto, mesmo que tenha sido para celebrar a terrível derrota do Brasil para a França na final da Copa do Mundo de 1998.

Cristiano Verano em Paris para ver o concerto “Nuit Electronique” em 1998.

Outro pioneiro em Brasília, foi Luiz Bragança, hoje proprietário da escola de música “Um Toque de Classe”, na capital federal. Bragança participou nos anos 80 da “Orquestra de Orgãos de Brasília”, um grupo de jovens que tocavam de tudo um pouco e no repertório sempre tinha covers de Jarre. Nos anos 90, montou a sua escola de música e junto com alguns alunos, criou a primeira banda cover de Jean Michel Jarre no país, a “Electroquestra”. Chegaram a tocar em alguns eventos no final dos anos 90 e começo do novo século.

Em 2004, a “Electroquestra”, se apresentou em um espaço cultural da Embratel, e em 2006, a banda foi novamente reativada e fizeram uma grande apresentação na Livraria Cultura de Brasília. Atualmente a banda está desativada.

Nasce o JARREFAN-BRAZIL

Corria o ano de 1996, e o advento da rede mundial de informações, a Internet, começava a chegar no Brasil aos poucos. Os primeiros fãs brasileiros que queriam saber sobre Jean Michel Jarre na Internet, ganhavam informações atualizadas lá de fora. O artista, desde o ano anterior, passou a manter um site “O Espaço da Tolerância”, mantido pelo Ministério da Cultura da França, para celebrar o “Concert pour la Tolerence”, realizado em 14 de Julho de 1995 em frente à Torre Eiffel. Neste site havia um guestbook, uma especie de livro de visitas virtual, onde os fãs postavam mensagens para Jarre. Além deste site, haviam vários sites no exterior, principalmente na Europa, dedicadas ao artista, entre eles o “Jarremania” (mantido pelo Bob Louwers [1969-2011]) e o “Galaxie Jarre” (mantido pelo holandês Bart Koop), ambos também com guestbooks para mensagens. Não havia nada para fãs brasileiros, todos os sites ficavam fora do Brasil. No final de 1996, começaram a surgir informações que Jarre estaria lançando um novo álbum, que seria a continuação de Oxygene (1976). Por volta de dezembro do mesmo ano, foi anunciado que Jarre havia assinado um contrato internacional com a Sony Music, para distribuição mundial dos seus álbuns antigos e novos e se anunciava para o ano seguinte, o lançamento do álbum “Oxygene 7-13”. Alguns fãs brasileiros passaram a deixar mensagens nos guestbooks internacionais, e posteriormente, fãs começaram a se comunicar uns com os outros, via e-mail.

No início de 1997, eram em seis, o total de fãs brasileiros que se comunicavam entre si via e-mail: Aldo Henrique Ramos do Rio de Janeiro, Dlaivision Ribamares de Belo Horizonte, Ricardo Melo de Uberaba-MG, Leonardo Noronha de João Pessoa-PB, Eduardo Cassus do Rio de Janeiro e Michel Onesti de São José-SC. Eles anunciaram a criação de um fã-clube de Jean Michel Jarre através de uma lista de e-mail, na qual uma pessoa respondia a outra com cópia para todos os envolvidos. Em um mês, este grupo aumentou para 10, depois 20 e depois 30 pessoas. O problema inicial foi que, ao copiar o e-mail do grupo de pessoas, uma ou outra acabava não recebendo o e-mail. Isso foi resolvido por Ricardo Melo, que junto a seu provedor LDC de Uberaba, introduziu o sistema de mailing list e as mensagens passaram a ser automáticas para todos os participantes cadastrados. Ricardo passou a ser neste período, o Owner da lista, isto é, quem gerenciava a lista de discussão. Faltava um nome para o grupo, e depois de uma votação, foi escolhido JARREFAN-BRAZIL, com o “Z” no Brasil, para dar um destaque internacional ao grupo de fãs. No final de 1997 e antes do primeiro ano, o grupo já tinha mais de 100 membros e, devido a mudança de Ricardo Melo para o Reino Unido por 4 meses, o grupo passou a ser administrador por Onesti. Novos fãs se juntaram ao grupo como Raphael Ozelo (Limeira-SP), Renato Mundt (São Paulo) que criou o logo oficial do fã clube, Nilcéia (Campinas-SP), César Lima (Belém-PA), Marcos Paulo (Praia Grande-SP). Posteriormente, membros pioneiros dos fãs-clubes anteriores, também se juntaram ao Jarrefan-BR: Michelangelo Romano (São Paulo-SP), Eduardo da Silva Soares (São Bernardo do Campo-SP), Armando Heilmann (Curitiba-PR), Marcos Ferasso (Santa Catarina), Leonardo Prata Jammal (Uberaba), Cristiano Verano (Brasilia) e tantos outros. O grupo não apenas foi formado por brasileiros, mas pessoas de outros países como Fernando Bazon do Peru e os portugueses Hugo Santos, Helder Correia (estes dois cidadãos lusos, conheceram Jarre pessoalmente durante visita do artista a Lisboa em 2000 para divulgar o álbum Metamorphoses) e Domingos Moreira, que fundou posteriormente o “Jarrefan de Portugal”. A lista de discussão do LDC durou até 2001, quando migramos para uma nova lista de discussão no Yahoo Grupos.

Entre 2004 à 2010, existiu um grupo do Jarrefan-Brazil no Orkut (já extinto), e migrado a partir de 2009, para o Facebook, onde se encontra atualmente com mais de 600 membros do Brasil e do exterior:

https://www.facebook.com/groups/JarrefanBrazil/

Com um número grande de fãs, a maioria do Estado de SP, por volta de 1998, o fã Ricardo Melo que havia se mudado para a capital paulista decidiu com apoio de muitos, organizar os primeiros encontros de fãs.  Após muitas discussões, finalmente no dia 06 de Outubro de 2000, ocorreu o “1º Encontro de Jarrefans Paulistas”. O local escolhido foi a Churrascaria Super Grill, no bairro da Vila Maria, em São Paulo. O encontro foi para fãs paulistas, mas compareceram fãs de outros estados também: César Lima (Belém/PA, residindo em Osasco/SP),

Francisco Garcia (São Paulo/SP), João Solimeo (Vinhedo/SP), Marcelo Sartori e seu filho Gabriel  (Guarulhos/SP), Renato Maschetto (São Caetano do Sul/SP), Renato Mundt (São Paulo/SP), Renato Silvestre (São Bernardo do Campo/SP), Ricardo Melo (São Paulo/SP), Sinclair Iyama (São Paulo/SP) e Walter Sitta (São Bernardo do Campo/SP). Um momento histórico de descontração, onde fãs como Renato Mundt e Ricardo Melo, levaram alguns de seus materiais, para serem vistos pelos presentes. Desse encontro seguiram-se outros nos meses e anos seguintes, sempre acontecendo em algum lugar de São Paulo, sendo apenas um realizado por fãs cariocas no Rio de Janeiro. Nestes encontros, nasceu também o desejo de montar algo ainda maior, para chamar atenção do próprio artista. Nasceu assim, a ideia da nossa 1° Jarrecon, a convenção brasileiras de fãs de Jean Michel Jarre.

Foto do primeiro encontro de jarrefans em S.Paulo (2000)

SITE OFICIAL

No próprio ano da criação do Jarrefan-BR, Michel Onesti, criou o primeiro site brasileiro dedicado à Jean Michel Jarre, o “Planet Jarre”, que ficou no ar até 2000 e ajudou a trazer mais fãs para a lista de discussão. Após a criação do Planet Jarre, e de alguns outros sites nacionais, um primeiro site oficial do Jarrefan-Brazil (jarrefan.hpg.com.br) foi criado por volta de 2000 pelo fã paulista Renato Mundt, um grande colecionador de itens ligados à Jean Michel Jarre, que chegou a ter a maior coleção das Américas, só rivalizando com os pertences de fãs europeus. Mundt também administrou o Jarrefan-Brazil entre 1998 a 2001.

O atual site oficial foi criado por Marcos “Xerife” Paulo em 2002, atualizado em 2003 e continua no ar até hoje, sendo um dos maiores meios de comunicação do artista no mundo.

www.jarrefan.com.br

Em 2019, o Yahoo desativou o Yahoo Grupos e a lista de discussão chegou ao fim. Então os membros da lista foram para um grupo no WhatsApp que havia sido criado em agosto de 2017, como grupo de apoio para a turnê sul-americana do Jarre. Esse grupo passou a ser o novo local para a troca de mensagens entre os fãs, junto com o grupo do Facebook. Para participar do nosso grupo, é só entrar no link de convite:

https://chat.whatsapp.com/9eOjeesnWiq2EaHfn24s2k

JARRECONS – AS CONVENÇÕES DE FÃS NO BRASIL

JARRECON 2001

A primeira convenção brasileira foi inspirada nas convenções europeias e organizada por Renato Mundt, com ajuda de alguns fãs como Sinclair e Ricardo Melo. A ideia era reunir os fãs brasileiros, em um final de semana em algum hotel fazenda do interior paulista, para compartilhar sobre a vida e carreira do artista, assistir vídeos, palestras, ver exibições de itens raros e discutir diretrizes do fã-clube. Após uma grande pesquisa de lugares na região de Campinas, o local escolhido foi o Hotel Fazenda Green Gold, em Itatiba-SP, entre os dias 25 e 26 de Agosto de 2001. Esta convenção se tornou a primeira convenção nas Américas a homenagear  Jean Michel Jarre.

Primeira convenção brasileira (e das Americas) de jarrefans.

Um dos pontos altos desta convenção foi a exibição de objetos e itens raros de Mundt (uma das maiores coleções do mundo) e a impressionante exposição de maquetes em 3D, inspiradas nas capas dos álbuns de J.M. Jarre. Na época, os alunos do curso técnico de publicidade com ênfase em design, da Escola Estadual Carlos Campos, de São Paulo, fizeram esse trabalho, sob orientação da Professora Vera Lucia Rando.

Houve até um jogo interativo baseado no “Jogo do Milhão” do Sílvio Santos, produzido pelo fã Marcelo Sartori.

E não poderia faltar, é claro, os covers executados pelos fãs: Renato Maschetto (Santo André), Renato Silvestre (São Caetano-SP), Gustavo Jobim (Rio de Janeiro) e Dlaivison Ribamares (Belo Horizonte-MG).

A primeira conveção de fãs de Jean Michel Jarre no Brasil contou com a presença dos seguintes fãs brasileiros:

Raphael Ozelo (Limeira-SP), Cesar Lima (Belem-PA), Thelmo Frota (Rio de Janeiro), Nilcéia Siqueira (Campinas), Aldo Ramos (Rio de Janeiro), Carlos Reis (Rio de Janeiro), Leonardo Prata Jammal (Uberaba-MG), Harry Palhano (Belo Horizonte-MG), Cristiano Verano (Brasilia-DF), Ricardo Schulz (Santa Catarina) e seus familiares, um total de 22 pessoas.

JARRECON 2K2 (2002)

O sucesso da primeira convenção, levou à ideia de uma nova convenção, realizada um ano depois. Ela ocorreu em Jarinu-SP, no hotel fazenda “Paraíso do Sol”, entre os dias 09 e 10 de Novembro de 2002.

2° convenção de fãs – Jarrecon 2K2 – Jarinu – SP

Os fãs presentes naquela convenção foram : Renato Mundt (São Paulo), Ricardo Melo (São Paulo), Leonardo Borges (São Paulo), Sinclair (São Paulo), Cesar Lima (Campinas), Leonardo Prata Jammal (Uberaba), Aldo Ramos (Rio de Janeiro), Nilceia (Campinas), Marcos Virgulino (Santo Andre), Raphel Ozelo (Limeira), Carlos Augusto (Rio de Janeiro), Evandro Gomes (São Paulo), Renato Maschetto (Santo Andre) e Renato Silvestre (ABC Paulista).

O cover ficou por conta de Renato Maschetto, Leonardo Borges e Renato Silvestre. Um ponto de destaque também, foi o quadro “Os piores clips do mundo” apresentado por Ricardo Melo, comentando as várias falhas e coisas engraçadas dos shows e clips do Jarre.

Após a segunda convenção, surgiu a ideia de uma terceira Jarrecon, que chegou a ser programada por volta de 2006, mas infelizmente houve problemas no lugar onde seria realizada. Já estava quase tudo acertado, quando o hotel-fazenda que foi escolhido para o nosso evento, agendou outra festividade para uma grande empresa e tiraram a nossa reserva. Como não houve tempo de arrumar um novo local, tivemos que cancelar. Após esse imprevisto, não houve mais convenções, mas o nosso desejo continua. Quem sabe não acontece nos próximos anos ?

Além das convenções, os encontros de fãs continuaram acontecendo em S.Paulo e eram frequentes. Ainda podem acontecer, com um prévio agendamento, através das redes sociais.

Outras atividades:

Durante o início do Jarrefan-BR houve um chat por telefone com até quatro pessoas. Organizado pelo co-fundador Dlaivision Ribamares, ele conseguia fazer uma áudio-conferência com diferentes fãs de todo o Brasil. Ficou conhecido carinhosamente como “Jarrefone”.

O fã-clube também teve destaque em entrevistas para divulgação em rádios realizadas por Renato Mundt, ou quando a editora que produziu a revista “DVD TOTAL”, convidou Renato para escrever um texto e dar assessoria para o lançamento do DVD “Oxygene Moscow” no mercado brasileiro. O DVD acabou vendendo mais de 5 mil cópias não só no Brasil, mas também no exterior, e até hoje, é bastante disputado lá fora, sendo considerado um item de colecionador.

Renato Mundt, acabou se especializando tanto em Jean Michel Jarre, que sua tese de universidade, foi sobre o artista. Em 2006, após anos de pesquisa, lançou o primeiro livro em língua portuguesa sobre Jarre, intitulado “O Homem que faz a Luz Dançar” pela Editora All Print. O livro, cheio de fotos e referências, tem 232 páginas, sendo 8 centrais com fotos coloridas (aprovadas pela Aero Prod.) e “quase” inéditas dos concertos e de Jean Michel Jarre. Posteriormente o livro foi recebido pelo próprio Jarre na Sede da UNESCO em Paris em fevereiro de 2009.

O próprio Jean Michel Jarre recebe o livro de Renato Mundt, na sede da UNESCO em 2009.

Em 2007, o Jarrefan-Brazil ajudou a divulgar o álbum duplo cover “Oxygenium: Tributo brasileiro à Jean-Michel Jarre”, produzido por Rivaldo Lima

Jarrencontro em dez 2007

Em 2008, Mundt ainda produziu uma exposição itinerante chamada “Luzes e Cores de um Maestro: 60 anos de Jean-Michel Jarre”. Para celebrar o aniversário de 6 décadas de vida do artista, a exposição aconteceu em oito lugares diferentes da capital paulista, entre agosto de 2008 à agosto de 2009, com uma edição especial em Santos, no litoral. Em 21 de agosto, foi celebrado os 300 dias da Expo, com mais de 130 mil visitantes, fechando a mesma com um jantar de confraternização, na Churrascaria Morumbi Grill, em São Paulo, com a presença da imprensa.

Da esquerda para a direita: De pé – Cristóvão, Ricardo Melo, Dlaivison, Leonardo Borgas, Renato Mundt, Walter Sitta Jr., Carlos Relva, Marcos Paulo, Fabio Emilio Costa. Abaixo – Marcos Palhares e Sinclair

Posteriormente, os souvenires para esta exposição foram enviados para o próprio Jean Michel Jarre, que recebeu com muita alegria em 03 de Novembro de 2009, na Sede da UNESCO em Paris, entregues pelo então vice-Diretor da entidade internacional, Sr. Márcio Barbosa.

Marcio Barbosa, Jarre e o ‘Souvenir of Brazil’

O ENCONTRO COM JEAN MICHEL JARRE

Equipe Jarrefan-Brazil: Dlaivison Ribamares, Ricardo Melo e Arthur Gradim

Corria o ano de 2011 e Jean Michel Jarre anunciou que faria um novo concerto outdoor gratuito (algo agora raro), no Principado de Mônaco em 1° de Julho de 2001, como parte da celebração do casamento do monarca  Principe Albert II com a ex-nadadora sul-africana Charlene Wittstock. Foi uma grande oportunidade para os fãs Dlaivison Ribamares, Ricardo Melo e o promoter Arthur Gradin, organizarem uma viagem à Riviera Francesa, para assistir ao espetáculo. Mais que isso. A Sra. Fiona Commins, assistente pessoal do artista, deu autorização para que os representantes do Jarrefan-Brazil, entregassem uma placa simbólica como forma de homenagem. E tudo isso aconteceu horas antes do concerto, em um luxuoso hotel de Mônaco, na qual Ricardo Melo (com registros de Gradin) entregou a homenagem durante um encontro com fãs. Uma oportunidade de ouro sensacional, que ainda foi coroada com um encontro de fãs do mundo inteiro e com membros da Le Tribe de Jarre, como Patrick Pelamourgues, Francis Rimbert e Fiona Commins. Tirando é claro, assistir ao fantástico show no Porto Hércule de Monaco.

Ricardo Melo recebe aperto de mão de J.M.Jarre.

Desde sua criação em 1997, o Jarrefan-Brazil também inspirou a criação de outros fã-clubes latino-americanos (México, Argentina, Chile) e até em Portugal. Mais um motivo de orgulho nosso.

Mas a história não termina aqui. Iremos seguir por muitos e muitos anos e todos vocês estão convidados.

Obrigado à todos os fãs do Brasil e do mundo que nos seguem !!!

Obrigado Fiona Commins pelo apoio e carinho!!!

Jean Michel Jarre por sua carreira e belíssima música que nos inspira eternamente !!!

Equipe Jarrefan-Brazil